Às vezes tentamos muito. Às vezes tentamos pouco. O correcto seria tentar o suficiente. Nem demais, nem de menos. Mas onde estará este equilíbrio? Não será essa perfeição a busca incessante de todo o ser humano? Deve ser. Só pode ser. Porém, tal como todos os clichés afirmam, quanto mais procuramos menos encontramos. Supostamente devemos deixar-nos ser conduzidos pelo destino. Como dizia Shakespeare, devemos ser uns Fools of destiny. Mas impõe-se outra questão. Este destino, não costuma acabar tragicamente? O Romeu e Julieta, a Lois e Clark, a Cleopatra e César? É neste ponto que nos deparamos com uma dicotomia que assola a nossa existência. Devemos tentar mudar tudo, enfiar os nossos dedinhos em tudo o que conseguimos e manipular o rio da vida? Procurar procurar procurar e procurar mais um bocadinho? Perscrutar os desígnios inesctrutáveis? Ou ficamos quietinhos na nossa vidinha, à espera, sem qualquer ansiedade, que nos caia de qualquer espaço celestial, a tal pessoa, o tal individuo, o anjo que todas queremos? Aquela pessoa que nos vê como mais ninguém vê, aquela pessoa que nos ama sem ter medo de usar as letras, sem ter medo das ondas que molham e magoam...
Onde estás TU?
Onde estás TU?




